Hoje tive uma experiência bastante interessante no que diz respeito a experiência do usuário com um software ou uma ferramenta de uso diário.
Eu tinha muito claro na cabeça que a curva de aprendizado do usuário por mais longa que fosse, sempre tinha um fim. Ou seja, por mais tempo que o usuário demorasse para aprender a usar determinada tecnologia, um dia, finalmente, ele teria aprendido.
Doce ilusão a minha. Durante uma sessão numa dessas empresas que fazem móveis sob medida, naqueles famosos softwares 3D que geram a visão decorativa do produto, estava eu pedindo para que a moça que monta o projeto salve-o em JPG para que eu pudesse mostrar ao meu marido. Ela gentilmente respondeu: – Não dá para salvar, você não tem o programa, tem?
E eu rápidamente pensei: Putzzz, mas será que um software moderno desses não permite simplesmente salva aquilo num JPG, dê um print screen da tela então, ora pois.
Lá fui eu, mais uma vez, dar de encherida com a moça.
Eu falando para a moça: – Vem cá, não é possível que esse troço não salve em JPG.
A moça: – Olha eu não entendo nada disso (detalhe que ela fica o dia inteiro fazendo projeto naquilo, e não é uma interface simples)
E lá fui eu de novo: – Vamos lá, mas se a gente for aqui, clicar aqui…E…Ualllll…Fiat JPG…
A moça: – Nossssaaaa!!! Mas que coisa interessante. Amanhã eu vou levar um projeto para um cliente em São Caetano, se eu fizer isso posso mandar por e-mail. EURECAAAAA!!!!

Resumindo: ajudei a economizar a gasolina dela e conclui que por mais que um caboclo passe mais de 10 horas operando uma ferramenta ele só vai completar a curva de aprendizado se for treinamento ou possuir um perfil muito específico de usuário.
Excelente post!
Sua conclusão, na minha visão, está correta. O perfil que você fala provavelmente é o do curioso/autodidata. No caso dessa mulher que nunca havia nem imaginado a possibilidade de uma exportação no software, aprendeu meia duzia(ok, 600 dúzias) de “comandos” e parou ali.
Infelizmente a maior parte dos profissionais – de qualquer área – é assim, e o resto, bem, o resto são os que aprimoram o que já existe, se destacam no mercado, estão sempre fugindo da mediocridade e buscando a excelência.
Voltarei mais vezes aqui (=
PS1: Você citou São Caetano. Mora no ABC?
PS2: Daqui a pouquinho começo a explorar o novo Axure, acho que teremos muitas figurinhas a trocar.
Trabalho com desenvolvimento para internet, na área de educação, geralmente faço softwares para serem utlizados por professores e alunos. É impressionante a tremenda dificuldade que professores tem em tarefas simples. Às vezes os professores nem participam das atividades por não saber utilizar a interface, eu particularmente acho que é mais por comodismo mental e falta de vontade.
Já os alunos, eles sim são safos, participativos, eles pintam e bordam.
ps – sei que não existem a tag super-bold, foi só para enfatizar
Oi Jonas e Felipe…Obrigada pelas excelentes contribuições.
Também já trabalhei na área de educação e foi uma experiência rica, para entender comportante do usuário.
PS1: Não moro no ABC…Mas adoro São Caetano.
PS2: Nossa se vc está começando a exploração do Axure, vai com fé. Vai gostar.